orvalho... tu que tão levemente me iluminas as margens... tu que me fazes sonhar...
Como o fazes? Como voltas bailando tão suavemente??
Orvalho, quando me tocaste...quando nos fundimos, tornei-me chuva e agora fluo pela erva bailando nos teus braços, dançado freneticamente...
Ó tu chuva minha que vens dançando do céu vestida como tal...és tu que mantens as raízes deste velho e cansado da vida orvalhos...és tu que me molhas..és tu que me das a luz de que preciso para viver...és sol, água e alimento...és tudo...como e que algum dia podem ter querido acabar com a nossa felicidade minha chuva??
Sei apenas que hoje graças ao que sobrevivemos juntos...eu cresci, tornei-me não numa pequena planta da tua vida, não no pequeno orvalho que habita as tuas margens esperando que me venhas ver, esperando que me molhes de novo... já não sou isso... agora segundo os sussurros das gotas da chuva sou majestosamente o carvalho vermelho que paira no meio do teu lago..suportando toda a tua existência...agora não sou orvalho...sou árvore que aguenta o peso do mundo por ti...contigo...junto a ti....

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